O que desencadeia arritmias no dia a dia sem você perceber

Arritmias frequentemente têm gatilhos que passam despercebidos. Desde um café duplo até noites mal dormidas ou um suplemento natural. 

Neste post, explicamos quais são os gatilhos mais comuns no cotidiano, como eles atuam no coração e o que você pode fazer para reduzir o risco. 

Em caso de palpitações frequentes, tontura ou sensação de descompasso, não adie a investigação.

O que são arritmias, em termos simples.

Arritmia é qualquer alteração no ritmo ou na velocidade dos batimentos cardíacos. O coração pode bater rápido demais, devagar demais ou de forma irregular. 

Nem todas as arritmias são perigosas. Algumas são benignas e passageiros, outras exigem investigação e tratamento. 

Entender o que desencadeia uma arritmia ajuda a diferenciar um sintoma que pode ser monitorado em casa de algo que precisa de atenção médica imediata.

Como pequenos gatilhos do dia a dia mexem com o ritmo do seu coração

O coração responde a sinais elétricos finos. Esses sinais podem ser alterados:

  • por estímulos externos (como cafeína ou estresse);
  • por substâncias no sangue (como potássio baixando);
  • por mudanças no próprio músculo cardíaco. 

Na prática, isso significa que comportamentos rotineiros, muitas vezes considerados inofensivos, podem ser suficientes para provocar palpitações ou irregularidades temporárias. 

Estresse, ansiedade e picos de adrenalina.

Quando você se assusta, faz um esforço intenso ou enfrenta uma crise de ansiedade, o corpo libera adrenalina e noradrenalina. 

Esses hormônios aceleram o coração e tornam o sistema elétrico mais excitável. Para pessoas suscetíveis, isso pode manifestar-se como arritmia supraventricular ou taquicardia. 

Cafeína, bebidas energéticas e estimulantes.

Café, chás fortes, bebidas energéticas e alguns medicamentos estimulantes aumentam a atividade do sistema nervoso simpático, o que pode elevar a frequência cardíaca e provocar palpitações. 

A sensibilidade varia bastante. Algumas pessoas toleram várias xícaras, outras têm palpitações com uma só. 

Se você nota palpitações após cafeína, reduzir ou espaçar o consumo costuma diminuir os episódios. Pequenos ajustes podem ter grande efeito no ritmo cardíaco.

Álcool e tabaco: gatilhos que passam despercebidos.

Bebidas alcoólicas, especialmente em excesso ou em episódios isolados de consumo intenso, podem desencadear fibrilação atrial e outras arritmias. 

O tabaco, por sua vez, contém nicotina e outras substâncias que estimulam o coração e alteram a circulação. Mesmo quantidades que parecem “moderadas” para muitos podem ser suficientes para provocar um episódio em alguém predisposto. 

Falta de sono e desregulação do ritmo circadiano

Dormir mal ou em horários desregulados afeta o equilíbrio entre o sistema nervoso simpático e parassimpático, aumenta a inflamação e pode alterar a regulação elétrica do coração. 

Apneia do sono, ronco intenso e sono fragmentado estão associados a maior risco de arritmias, inclusive fibrilação atrial. 

Medicamentos e suplementos ocultos

Alguns medicamentos de venda livre e prescritos podem provocar arritmias como efeito colateral. Descongestionantes, broncodilatadores, alguns antidepressivos e medicamentos para tireoide, por exemplo. 

Além disso, suplementos naturais e chás energéticos muitas vezes contêm ingredientes estimulantes que você não imagina. 

Sempre informe seu médico sobre tudo que toma, desde remédios até suplementos ou fitoterápicos. 

O Dr. Cídio Halperin adverte que mesmo substâncias aparentemente inofensivas podem mexer no ritmo do seu coração.

Desequilíbrios eletrolíticos e hidratação

Potássio, magnésio e cálcio são eletrólitos essenciais para a condução elétrica do coração. 

Diarreia, vômito, uso de diuréticos ou hidratação inadequada podem alterar esses níveis e tornar o coração mais propenso a arritmias. 

Repor líquidos e corrigir desequilíbrios com orientação médica ajuda a restaurar a estabilidade elétrica cardíaca. 

Infecções, febre e processos inflamatórios.

Mesmo uma gripe forte ou uma infecção respiratória pode provocar arritmias temporárias. 

A febre acelera o metabolismo e aumenta a excitabilidade elétrica. Já a inflamação pode afetar estruturas cardíacas. 

Em pacientes com doenças crônicas, isso pode descompensar o ritmo de forma mais significativa. 

Condições cardíacas e pulmonares silenciosas

Doenças estruturais do coração, como cardiopatias isquêmicas e valvulopatias, são gatilhos muitas vezes silenciosos para arritmias. Da mesma forma que problemas pulmonares, como DPOC e embolia.

Essas condições nem sempre disparam dor intensa, mas você perceber sintomas mais sutis, como: 

  • falta de ar leve;
  • cansaço anormal;
  • intolerância ao esforço. 

Investigue fatores de base com um cardiologista quando palpitações se repetem, porque tratar a causa costuma eliminar a arritmia.

Sinais sutis que não vale a pena ignorar

Nem toda arritmia vem com dor no peito. Palpitações súbitas, sensação de coração pulando, tontura leve, cansaço incomum após atividades simples ou episódios de desmaio merecem atenção. 

Se os episódios são recorrentes, duram mais que alguns minutos ou pioram com o tempo, procure avaliação. Reconhecer sinais sutis cedo aumenta a chance de diagnóstico correto e sucesso no tratamento.

Como um médico avalia esses episódios

O cardiologista começa com história clínica detalhada e exame físico, busca fatores desencadeantes e solicita exames como eletrocardiograma (ECG), monitor 24 a 48 horas (Holter) ou monitor prolongado quando necessário. 

Em alguns casos, testes de sangue e estudos de imagem são indicados. O objetivo é identificar a origem da arritmia e orientar tratamento ou mudanças no estilo de vida. 

Mudanças práticas no dia a dia que ajudam a prevenir arritmias

Pequenas alterações têm grande impacto: 

  • reduzir cafeína e álcool;
  • priorizar sono de qualidade;
  • controlar ansiedade com técnicas de respiração ou terapia;
  • revisar medicações com o médico;
  • manter boa hidratação. 

Para quem tem condições crônicas, seguir o tratamento da doença de base e comparecer a consultas regulares reduz muito o risco de episódios. 

Em caso de palpitações frequentes, tontura ou sensação de descompasso, não adie a investigação. Se você quer uma avaliação especializada, agende uma consulta com o Dr. Cídio Halperin, para cuidar do ritmo do seu coração com segurança.

Clínica Cidio Halperin

Rua Mostardeiro 157 Conj. 703/704 | Moinhos de Vento

Porto Alegre/RS