O que é Arritmia Cardíaca? Definição, Fatores de Risco e Tratamento.

Sentir o coração acelerar, pular batimentos ou variar o ritmo pode despertar preocupação. Se você já viveu essa sensação ou conhece alguém que passou por isso, sabe o quanto de dúvidas podem surgir.

Neste post, vamos explorar o que é arritmia cardíaca, ajudando você a entender de que maneira esse problema afeta a saúde do coração e por que é importante ficar atento.

O que é Arritmia Cardíaca?

Arritmia cardíaca é o termo usado para descrever qualquer alteração na frequência ou no ritmo dos batimentos do coração. Normalmente, ele bate de maneira regular, controlado por sinais elétricos. 

Quando os sinais elétricos são interrompidos ou ocorrem de forma desorganizada, o resultado são batimentos muito rápidos (taquicardia), muito lentos (bradicardia) ou irregulares.

Como funciona o sistema elétrico do coração

O coração possui um “marcapasso natural”, chamado nó sinoatrial, localizado na câmara superior direita. Ele emite impulsos elétricos que percorrem todo o músculo cardíaco, coordenando a contração das câmaras superiores (aurículas) e inferiores (ventrículos). O sinal segue o seguinte caminho:

  1. Nó sinoatrial (SA): inicia o impulso;
  2. Nó atrioventricular (AV): retarda o sinal para permitir o enchimento dos ventrículos;
  3. Fibras de Purkinje: distribuem o sinal pelos ventrículos.

Quando qualquer parte dessa trajetória sofre alteração, pode surgir uma arritmia.

Tipos de Arritmia Cardíaca

Existem diferentes tipos de arritmias, que variam de acordo com a velocidade e a origem do sinal elétrico. Alguns dos mais comuns incluem:

  • Fibrilação Atrial: sinais elétricos caóticos nas aurículas, levando a batimentos irregulares e rápidos;
  • Flutter Atrial: ritmo rápido, porém mais organizado que a fibrilação, geralmente com frequência em torno de 250 a 350 bpm;
  • Taquicardia Ventricular: batimentos rápidos originados nos ventrículos, podendo ser potencialmente grave;
  • Bradicardia Sinusal: batimentos lentos, abaixo de 60 bpm, quando o nó sinoatrial funciona de forma insuficiente;
  • Extrassístoles: batimentos que surgem fora do ritmo normal, geralmente benignos, mas que precisam de avaliação.

Fator de Risco

Vários elementos contribuem para o surgimento da arritmia cardíaca. A hipertensão arterial, por exemplo, exerce pressão adicional sobre o coração e seus vasos, alterando gradualmente a estrutura do tecido cardíaco.

Outro fator comum é a doença arterial coronariana, na qual o fluxo sanguíneo para o coração é comprometido por placas de gordura, o que pode interferir na condução elétrica.

Distúrbios hormonais alteram a função da tireoide, seja por excesso ou deficiência, o que também afeta diretamente a frequência dos batimentos. Além disso, o uso frequente de substâncias estimulantes como cafeína, álcool e algumas drogas recreativas pode desencadear alterações no ritmo cardíaco.

Desequilíbrios nos níveis de eletrólitos como potássio, magnésio e cálcio afetam a transmissão dos sinais elétricos no coração.

O estresse crônico e a ansiedade persistente estimulam o sistema nervoso simpático, o que pode acelerar os batimentos cardíacos e favorecer quadros de arritmia.

A idade também é um fator relevante, já que o sistema elétrico do coração tende a sofrer desgaste natural com o passar dos anos. Por fim, alterações estruturais no coração, como miocardiopatias ou doenças das válvulas cardíacas, também podem predispor o aparecimento de arritmias. 

Sintomas Comuns

Os sintomas variam conforme o tipo de arritmia cardíaca e a pessoa, mas alguns sinais frequentes incluem:

  • Sensação de palpitações (coração “pulando” batimentos);
  • Tontura ou sensação de desmaio;
  • Falta de ar ou cansaço sem esforço aparente;
  • Dor ou desconforto no peito;
  • Sudorese excessiva.

É importante lembrar que nem toda arritmia cardíaca causa sintomas perceptíveis. Por isso, exames de rotina são recomendados para identificar alterações silenciosas.

Diagnóstico

A confirmação de uma arritmia cardíaca exige uma avaliação clínica cuidadosa, complementada por exames que analisam a atividade elétrica e a estrutura do coração.

O eletrocardiograma (ECG) é frequentemente o primeiro passo, por registrar de maneira rápida e simples o ritmo cardíaco em repouso. No entanto, como algumas arritmias ocorrem de forma intermitente, o ECG pode não ser suficiente por si só.

Em situações em que há suspeita de alterações pontuais ao longo do dia, o médico pode indicar o uso do Holter, um aparelho portátil que monitora o coração continuamente por 24 horas ou mais.

Outra possibilidade é o teste ergométrico, realizado com o paciente em movimento, geralmente na esteira, permitindo observar o comportamento do ritmo cardíaco sob esforço físico.

Além desses, o ecocardiograma pode ser utilizado para visualizar o coração por meio de ultrassom, avaliando se há alterações nas válvulas, no músculo cardíaco ou no fluxo sanguíneo que possam estar relacionadas ao surgimento da arritmia.

teste ergonômico

Tratamento

O tratamento depende do tipo e da gravidade da arritmia. As principais opções incluem:

Mudanças no estilo de vida

  • Controle do estresse: técnicas de relaxamento, como meditação e ioga.
  • Dieta balanceada: reduzir consumo de sal e estimulantes.
  • Atividade física regular: conforme orientação médica.
  • Hidratação adequada: importante para manter o equilíbrio eletrolítico.

Medicamentos

  • Betabloqueadores: reduzem a frequência cardíaca e a pressão arterial.
  • Antiarrítmicos: controlam o ritmo do coração.
  • Anticoagulantes: indicados para prevenir coágulos em casos de fibrilação atrial.

Procedimentos e intervenções

  • Cardioversão elétrica: choque programado para restaurar o ritmo normal.
  • Ablação por cateter: destruição de pequenas áreas de tecido que provocam a arritmia.
  • Marcapasso ou desfibrilador implantável: dispositivos que corrigem ritmos lentos ou interrompem arritmias graves.

Qual Profissional Procurar

A avaliação deve ser feita por um cardiologista especializado em arritmia cardíaca ou eletrofisiologia. 

Está enfrentando palpitações, tontura ou conhece alguém com problemas cardíacos? Entre em contato com a Clínica Cídio Halperin e agende uma consulta para avaliação e tratamento.

Dr. Cidio Halperin

Hospital Moinhos de Vento

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